Na Idade Média foi, de um modo geral, hostil aos gatos, que eram associados às feitiçarias e considerados criaturas diabólicas. É desta época que parte a maioria das superstições, das quais algumas chegaram aos nossos dias. O gato-doméstico, por seu caráter independente, aceita a coabitação do homem mas não abandona nenhuma de suas prerrogativas de animal livre. Por isso não é considerado propriamente doméstico. Sai à hora que lhe convém, deita-se onde quer, come o que gosta, goza nossa hospitalidade e nossas carícias que lhe agradam, mas recusa-as quando as irritam. Em troca, oferece-nos sua beleza e sua graça. Se caça camundongos é pelo esporte e não para se tornar útil.
Animal livre, o gato é independente e voluntarioso. A reação do gato, é muito diferente do cão, quando ele defende seu território é unicamente contra os outros gatos, nada mais lhe importando. Como os outros carnívoros marca o seu território urinando nos limites do mesmo, inclusive na cama do dono e, isso tem significação apenas para os outros gatos.
Qualquer que
seja a maneira que ele caia, o gato consegue sempre aterrar sobre as patas,
graças ao seu senso de equilíbrio, que permitem que ele de contorça no ar. Se a
queda é grande a cauda funciona como leme. O gato também sabe nadar, mas só o
faz excepcionalmente.
Senta-se como
os cães, apoiando-se no solo com a parte posterior do corpo e sustentando-se nas
patas anteriores estendidas. Dorme geralmente de lado, mas tem uma noção de
conforto muito pessoal o que o leva a adotar, muitas vezes, as posições mais
estranhas.
Para se
expressar, o gato-caseiro dispõe de um vocabulário bem diversificado cheio de
miados, ruídos, assobios, gritos, espirros e sopros variados, capazes de
expressar prazer, pesar, desprezo, medo, cólera, ameaça, namoro, etc.. A maioria
dos gatos emite um som muito especial para saudar o dono, e todos sabem que um
gato satisfeito ronrona. O miado é dirigido exclusivamente às pessoas e nunca
aos outros gatos.
O tato e a visão e a
audição são os sentidos mais desenvolvidos do gato. O olfato é menos sensível.
Os pêlos de seus bigodes são órgãos táteis muito sensíveis. As patas têm,
igualmente grande sensibilidade tátil. A visão é excelente, tanto de dia como de
noite, pois sua pupila vertical tem grande poder de dilatação e contração,
segundo a intensidade da luz; mas ele é capaz de perceber objetos numa luz muito
fraca. Sua audição é ainda mais aguda. Reage, aproximadamente, como a do homem,
a freqüências inferiores a 2.000 ciclos por segundo. Mas na gama dos agudos
percebe sons correspondentes a 60.000 c.p.s, enquanto o limite humano é de
20.000 c.p.s.
O gato é um
animal muito limpo e, limpa o seu pêlo cuidadosamente, lambendo e alisando
incansavelmente do pescoço à extremidade da cauda. Oculta cuidadosamente os
excrementos com terra ou serragem preparada para esse fim e que deve ser
renovada todos os dias.
Ao contrário
do cão o gato é um animal essencialmente individualista, altivo e solitário e,
ele nunca se submete a seu dono. Esse caráter independente valeu-lhe uma
reputação muito justificada de desobediente.
O gato também é de natureza prudente. Jamais se aventura a fazer algo sem tomar precauções. Se sai à noite, espera junto da porta, antes de partir, que seus olhos se acostumem à escuridão. Em face do perigo, geralmente prefere pôr-se em segurança, em qualquer refúgio elevado, donde observa o inimigo com um olhar maligno, seguro de que este não poderá alcançá-lo mas, se não vê saída, não hesita em defender-se com a maior coragem.
A atitude de arquear o dorso e eriçar os pêlos é uma atitude para intimidar o adversário fazendo com que se parece maior do que realmente é.
- REPRODUÇÃO
A gestação dura em média 62 dias, mas também nisso o gato é individualista, e ela pode variar de 59 a 69 dias. A mãe prepara com antecedência um leito macio e confortável num lugar tranqüilo. Seu instinto faz com que ela esconda a prole de modo que o pai não descubra, pois ele não hesitará em devorá-la.
Na hora do nascimento, cada gatinho nasce num envoltório que a mãe rompe ao limpar o filhote, ela come a placenta o que estimula a produção de leite. Ela não se contenta em apenas amamentar seus filhotes, mas passa grande parte do tempo a lambê-los e lustrá-los com sua língua áspera. A gata é uma excelente mãe e, é ainda capaz de amamentar cachorrinho, coelhinho e mesmo ratinhos órfãos.


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